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Contos do Vigário

Contos do Vigário

Mézinhas Naturais e Monstros Químicos

Muita gente confunde o que é químico do que é natural. São a mesma coisa já que tudo, mas tudo, é químico.

Um medicamento é uma substância testada e com efeitos comprovados. O resto, as mezinhas, os produtos homeopáticos, fitoterápicos e outras engenhocas não apresentam qualquer teste de efeitos benéficos ou secundários, por isso não são medicamentos. Não é preciso testar estes produtos pois como se lê e ouve muito "se não fizer bem, mal também não faz". Ou seja, não faz nem uma coisa nem outra pois são inócuos. E gastar dinheiro num produto inócuo é mau negócio.

Os medicamentos têm uma imagem negativa de monstros fruto de uma estratégia de clínicas da moda do bem-estar e das energias que nunca ninguém catalogou, que seguem caminhos que nunca nenhum físico demonstrou, por isso são apenas ficção. A imagética japonesa passou dos desenhos animados, que direccionavam fluxos enegéticos com estrelinhas para onde queriam, para a realidade das terapias alternativas.

Vende-se muito o equilíbio mas o equilíbrio energético significa morte. Passo a explicar: Imaginem um rio onde existe um moinho de água. A água do rio flui porque existe uma diferença energética entre o segmento de rio a montante relativamente àquela que existe no segmento de rio a jusante. Isso faz com que a água permaneça em movimento e, por sua vez, é esse movimento que faz mover as pás do moinho e fazer pão. Com os organismos vivos acontece o mesmo, necessitam de diferenças energéticas, de gradientes de concentração, termodinâmicos, eléctricos e outros para a maquinaria mecular e celular funcionar. Só assim, com um desequilíbrio homeopático, é que funcionamos.