Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Contos do Vigário

Contos do Vigário

Um Mito Confirmado!

Há mais de dez anos que luto para desconstruir mitos e para construir o pensamento crítico. Ouvi muitos mitos relacionados aos fetos, quando a minha mulher estava grávida. Resolvi por à prova esses mitos e desconstruí-os a todos. Mal eu sabia que ia criar um mito. É verdade, tanto lutei contra mitos que me vi envolvido num novo mito e, sabem que mais? Eu testei-o, e sabem a melhor? Já vão saber.

Um dos primeiros mitos a desconstruir foi aquele de que a azia da grávida provinha da quantidade do cabelo do feto. Se a mulher tivesse azia significava que o bebé tinha muito cabelo. Nada mais fácil de verificar pela quantidade de bebés com cabelo provindos de grávidas qeu nunca tiveram azia ou de bebés quase carecas cujas mães sofreram muito com a azia. O segundo ponto do frágil edifício deste mito é dinamitado quando se verifica que a azia acontace num período de gestação onde o feto ainda não tem cabelo. O terceiro apoio desfaz-se nos livros, onde está confirmada a causa da azia. A azia nada mais é do que a subida do estômago e a pressão sobre ele exercida no momento em que o útero começa a tomar o seu lugar, enquanto a gravidez avança.

Não foi apenas este o mito desfeito nos seus pilares e a colapsar perante uma explicação científica e falta de fundamento estatístico. No entanto, mas eu sabia que criara um mito, também ele com cabelos. Agora o mundo fica a saber que esfregar a barriga da grávida vai fazer com que o bebé nasça com o cabelo sem regras e espetado. Isto deve-se à electricidade estática transferida para o bebé. Mas atenção! O bebé tem de possuír cabelo, quanto mais abundante melhor. Eu confirmei a veracidade quando a minha filha nasceu, pois o seu cabelo estava espetado e assim ficou cerca de 1 mês. A estatística e a ciência não interessam para aqui.