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Contos do Vigário

Contos do Vigário

Crop Circles: Faça Você Mesmo

 

Quantas vezes já vimos crop circles? Acho que toda a gente sabe o que são. Refiro-me àqueles desenhos feitos em campos de trigo com espigas esmagadas contra o chão. E de facto, ficam uns desenhos bem engraçados. Mas o que falta na cabeça de quem acredita que esses desenhos são feitos por alienígenas, parece ser idêntico ao que faltaria a um ET que resolvesse desenhar em campos de trigo.

 

Comecemos com a possibilidade mais remota: Uma civilização tão avançada e tão inteligente vem à Terra e faz desenhos esquisitos em campos de trigo, rejeita o contacto físico e o contacto visual é por meio de vislumbres pouco perceptíveis. São seres que raptam humanos para fazer experiências ou para os violar. Estamos, então, a falar de monstros – pela crueldade que apresentam – , com mente de criança – pelos desenhos – e de portadores de fobia social. Ou seja, psicopatas.

 

Não é que não seja possível uma nação decidir gastar energia a viajar até outro planeta para não querer socializar, fazer umas aparições ao nível dos deuses e santos, uns desenhos e raptar uns malucos. Não creio, e sabem porquê? Porque ouvi uma história que faz os alienígenas serem tão idiotas que, com tanta idiotice, seria impossível terem descoberto o fogo ou inventado, sequer, a roda.

 

Quando vamos ao supermercado buscar fruta e deparamos com uma podre, o que fazemos? Devolvemos e vamos buscar uma fruta comestível. Contaram-me à mesa de um jantar que um idoso maluco disse que foi raptado 17 vezes. Eu não acredito que os ETs o façam. Os alienígenas são mais inteligentes do que nós, disso todos sabemos (mesmo não conhecendo nenhum ET). Duvido que algum de nós volte ao mesmo supermercado a devolver o mesmo produto estragado 17 vezes.

 

Já agora, não é necessário virem ETs de muito longe para fazer o que três pessoas fazem em pouco tempo e com pouco material. Ora reparemno vídeo nesta página: ASTROPT

 

A Precessão e os Signos

 

A precessão é a oscilação do pólo da Terra. Este movimento, causado pelas forças de maré originadas pela Lua, faz com que as posições das estrelas se desloquem relativamente a nós ao longo dos séculos, lentamente. Como o eixo da Terra é instável e se move como um peão com um período de 26 mil anos, os astrónomos são capazes de calcular qual a posição das estrelas numa determinada época.

 

Outro deslocamento espacial ocorre com o Sol a cruzar o equador celeste em direcção ao norte. Este movimento altera as constelações zodíacas a cada dois mil anos.

 

Estes movimentos do nosso planeta foram descobertos por Hiparco e eram o segredo do mitraísmo, religião que teve o seu auge nos séculos II e III. O segredo central desta religião era a existência de um deus superior, o Mitra, que desloca toda a estrutura do Cosmos ( a precessão). (SCIAM Edição Especial “Etnoastronomia”)

 

Egiptólogos britânicos conseguiram, por este método, determinar com precisão a data de construção da Pirâmide de Gizé.

 

Num artigo na revista científica Nature, Kate Spence mostra que os erros de orientação em pirâmides construídas antes e depois de 2467 a.C. mostram com precisão o desvio gradativo do alinhamento do pólo norte. Assim, é possível determinar o ano de construção. (BBC Brasil)

 

A tradição de Eudóxio, já aqui referido, vem de uma época e um local. O local será a latitude de 36º e por volta de 1130 a.C. Assim, Eudóxio terá copiado dados observacionais com mais de 700 anos naquela época.

 

Ao saber, agora, de quando e onde eram efectuados os registos astronómicos podemos verificar que houve uma transição de tradições entre as diferentes civilizações.

 

Em primeiro lugar, há registos da constelação Gémeos no Egipto que datam de 6000 a.C.. Esta constelação é confirmada na Grécia por volta do ano 1100 a.C.

 

A constelação Sírius é registada também pelos egípcios por volta de 3000 a.C. onde era conhecida como Cão Maior. Mil anos mais tarde aparecem registos nos hiitas e no século VII a Grécia registava a mesma constelação.

 

A constelação Órion teve o mesmo trajecto.

 

Áries ou Carneiro foi registado por volta de 2500 a.C e no século VI na Grécia.

 

Podemos descobrir que as constelações foram copiadas de povos para povos, pois ao longo dos anos as constelações movem-se na abóbada, mas não na pedra caligrafada. Hiparco copiou os mesmos documentos de Eudóxio por volta do ano 900. Os dados combinam com as tábuas MUL.APIN o que sugere que Eudóxio copiou MUL.APIN e Hiparco copiou Eudóxio.

 

Actualmente, a Estela Polar é a que nos dá o Norte. No entanto, em 2700 a.C era a estrela Turban que nos dava o Norte e Vega ocupava essa missão há 14 mil anos. Actualmente o equinócio da Primavera situa-se em Aquário, antes estava em Peixes e na época grega clássica em Áries.

Da Mesoptâmia e da Ásia vieram tradições. Essas tradições foram para a Grécia e para o Império Romano. Sabe-se que há registos antigos na Sibéria, na Austrália, na América Central e no Sul da América do Sul, onde é o Perú. Houve, de certo, tradições perdidas mas algumas foram transmitidas por terra, por mar e em colunas comerciais. Em suma, a tradição mostrou-se vital em algumas civilizações. Mostrou-se preditiva de desastres ou de capacidade de adquirir mantimentos, como é o caso dos Boorongs. A observação dos céus passou de imaginações e estórias entre deuses para predições minuciosas que davam alimento ao povo. Mais recentemente, a Astronomia serviu de calendário e de orientação para a navegação. Contudo, persiste outra faceta, um resquício de Neandertal que permite a elaboração de estórias e invenção de instruções para a vida. Uma característica que ficou enraizada nas tradições mais profundas do ser humano, nos medos e nos desejos. A isto podemos chamar de Astrologia.

Podem ler mais

http://divulgarciencia.com/categoria/precessao/

http://astropt.org/blog/2008/07/20/spin-precession/

http://astropt.org/blog/2011/04/15/o-que-nos-representam-as-estrelas-%E2%80%93-civilizacoes-antigas-ii/

http://pt.wikipedia.org/wiki/MUL.APIN

http://astropt.org/blog/2011/03/03/afinal-os-maias-previram-o-que/

http://astropt.org/blog/2011/04/19/o-que-nos-representam-as-estrelas-civilizacoes-antigas-iii/

Desequilíbrio Fundamental

 

As pulseiras do equilíbrio, e umas quantas terapias alternativas, que fomentam uma cura pelo equilíbrio e usam jargões científicos para pasmar os utentes/clientes são, na verdade, uma incoerência científica.

 

Hoje fala-se muito em equilíbrio, está na moda, assim como o "natural", o quântico e, agora, as ondas gravitacionais. Queremos estar em equilíbrio físico, mental, psicológico, energético, enfim, em equilíbrio de tudo e com tudo. O problema é que, cientificamente, o equilíbrio é sinónimo de morte.

 

A ideia do equilíbrio é muito bonita e atraente a uma sociedade stressada e cansada. Esta ideia sugere relaxamento, tudo o que precisamos depois de meio dia de trabalho e meio dia de trânsito. No entanto aquilo que sugere não é o que sustenta o sentido científico. Em primeiro lugar estes negócios só buscam o desequilíbrio das carteiras dos clientes (mas isso é problema dos clientes porque pagam). Em segundo lugar não buscam o equilíbrio pois isso seria drástico (ou seja é publicidade enganosa).

 

Em Química, o equilíbrio atinge-se quando “a proporção entre as quantidades de reagentes e produtos em uma reacção química se mantém constante ao longo do tempo”. Em Física, o equilíbrio atinge-se quando as forças se compensam. Assim deixa de haver movimento. No ponto de equilíbrio de um pêndulo todas as forças se anulam e não há qualquer movimento.

 

O nosso corpo está repleto de reacções físico-químicas. Um pensamento depende de reacções químicas entre neurónios. Todo o nosso corpo é um frasco de inúmeras reacções constantes. O motor dessas reacções, e consequentemente da vida, são os diferentes gradientes tanto de pressão como de concentrações. A respiração depende, também, do transporte de protões de fora para dentro de organelos celulares e isso acontece por dois motores:

1 – há mais protões fora e, por transporte passivo, passa para dentro – isto é devido ao gradiente de concentrações.

2 – Por um motor celular – transportador protónico. Só por esta reacção vital vemos que o desequilíbrio é fundamental à vida.

 

Assim, o desequilíbrio é o motor da vida. Só andamos para a frente se estivermos desequilibrados para a frente e se aprendermos a cair, por forma a colocar bem o pé para dar o próximo passo. Se não aprendermos a cair e a olhar para o chão pisamos o que não queremos: pulseirinhas e amuletinhos do equilíbrio que fazem bem ao mau olhado; pedrinhas que equilibram o espírito e curam enxaquecas; águasinhas milagrosas que fazem bem às finanças; enfim uma panóplia de obstáculos que eu não quero pisar.

Rede Energetica Pesca Peixe Miúdo

 

Surge no mercado algo fantástico. Em primeiro lugar vamo-nos centrar no caso:

 

Parece que o nosso planeta é um ser vivo. Ernest Hartmann sugeriu que existe uma rede energética por toda a Terra. Umas linhas de Norte para Sul e outras de Este para Oeste cruzam-se e formam uma rede.

 

Agora os problemas:

Quando estamos na intersecção dessas linhas ficamos 70% mais fracos, temos problemas de sono, cansaço, dores de cabeça, exaustão, falta de energia, preguiça, dores no corpo, insónias, dificuldade em dormir, frio, calor, arrepios e frio, etc. (basta ter imaginação e arranjar muitos sinónimos).

 

As linhas energéticas são invisíveis, mas parece que não. Ora reparem que um dos sites de propaganda diz que têm a largura de 21 cm e que se elevam a cada 2 metros na direcção Norte-Sul e 2,5 metros na direcção Este-Oeste, seja lá o que isto quer dizer – acredite! Fantasticamente estas medidas “comumente encontradas, entretanto podem apresentar alguma variação, dependendo do lugar, de diversos fatores como composição do solo, etc.”. Ou seja, as medidas são sempre aquelas mas podem variar aquando uma variedade infindável de factores. O cruzamento destas linhas são um lugar perigoso para a saúde.

 

A solução:

Para deixar de ter problemas como os supracitados e passar a ter apenas um (carteira + tudo o resto) basta adquirir os produtos de uma empresa. Há soluções para singulares, objectos pequenos e até casas! Estes aparelhos anulam a radiação e protegem tudo no seu raio de acção.

 

A Crítica:

Apenas basta dizer que a Terra não é um ser vivo e cai tudo por terra mas vamos mais longe:

1- Provar as linhas energéticas – nada existe

2- Onde inicia e onde termina o fluxo – qual o seu motor? – nada explicado

3- Qual a partícula transportadora e o campo de actuação? Nem uma palavra

4- A medição da energia – vem em que unidades? Nunca li nada que explicasse

5- Medições de largura, diâmetro e distância média das linhas energéticas, como são feitas? Nada de nada sobre a questão

 

Muita gente enganada com o mesmo método das pulseiras do equilíbrio e um vendedor que fala muito mas não diz nada, aliás diz uma série de frases sem sentido para quem tem algum pensamento crítico. Um vendedor deste género apresenta, ainda, uma linguagem corporal de aldrabice e de hostilidade. Podemos ver as palmas das mãos diversas vezes apontadas para baixo ou para ele próprio (num vídeo que não vou colocar aqui para não fazer propaganda a algo errado) entre outros gestos. Ou pode apresentar sinais corporais de afectuosidade associados a sinais de mentira.

 

As fraudes vêm mascaradas com frases sem nexo mas complexas e com chavões científicos para mostrar alguma credibilidade aos leigos. Vêm com ilusões de protecção contra uma romantização. O ser humano tem a capacidade de romantizar o universo em que ele é o principal. Tudo ocorre por sua causa e tudo é entendível de forma simples e tudo é como ele imagina. O ser humano imagina uma rede, logo quando se fala em rede energética ele entende uma rede mas não se interessa pelo energética. Basta criar uma imagem na sua cabeça e está feita metade da venda do produto. Basta inserir na cabecinha deste bichinho uma imagética e explicá-la de forma simples colocando alguns chavões pelo meio. Para finalizar dá-se uma solução simples e barata, com linguagem acessível de forma a trazer as complicações, complexidades e burocracias científicas até ao ser humano. Esses vendedores serão uma espécie de Robin dos Bosques subvertido que pega numa ideia inacessível e trás um pacote bonito cheinho de comprimidos de farinha para despejar a carteira do cliente. Enfia na cabeça deste cliente uma boa dose de ilusão de cura.

 

Parece-me fácil desconstruir uma ideia destas. Parece fácil, mas há quem caia. Há quem seja pescado por estas redes. Precisamos de pensar um pouco e há muita gente desesperada que não quer ou não consegue fazê-lo da forma mais correcta. O peixe “miúdo” é apanhado nestas redes e é sugado tudo o que tem para acabar, no fim, com tudo o que tinha. Paga para curar a doença em troca de um pack de soluções em que oferece uma crença. Esse pack é, afinal, farinha.

 

O dinheiro vai, a doença fica, e a crença desaparece, pois o efeito placebo é temporário.

 

O pack passa a ser farinha + doença – dinheiro – crença = doença com farinha nas mãos.

 

A desculpa é a falta de crença. E aqui está mais um truque: dá-se uma solução errada para culpar o paciente de não usar a solução imaginária (crença). A culpa é do paciente.

Homeopatia HASA – Humana, Animal, de Solos e Águas

 

Fiquei de boca aberta a olhar para uma revista. Espantem-se, não era uma revista masculina e não foi por um grande feito noutra publicação. De facto deveria ter ficado assim, espantado, há quatro anos pois a publicação é de Abril de 2012. Ao folhear a revista científica deparo-me com um título que me parecia prometer algum riso.

 

O texto tem algumas coisas interessantes, de tal forma que irei tecer algumas considerações sobre alguns excertos:

 

A coluna chama-me a atenção logo de início com uma novidade estrondosa. A autora salienta que pouca gente conhece a utilização da homeopatia em animais, plantas, solos e águas. Aqui comecei a ficar espantado com a qualidade da medicina natural curar calhaus e água. Talvez a água milagrosa que serve para curar pessoas precise, primeiro, de ser ela mesma curada por homeopatia de homeo-patógenos. Eu iria mais longe e criava a micro-homeopatia para curar os microorganismos que seriam usados na cura da água para curar uma pessoa. E a memória dos medicamentos que ficam na água seriam passados também do pulgão para o solo, do solo para a água e da água para nós, numa espécie de homeo-internet de informação molecular yotta-diluida.

 

Fico mais descansado quando, umas linhas abaixo leio que uma das técnicas da “homeopatetice” “diz respeito ao efeito placebo que não contém nenhum traço da matéria-prima utilizada na sua confecção”. Ufa, uma verdade! De seguida mais um avanço: esclarece que “a homeopatia não se relaciona com a química” …. mas “com a física quântica, pois trabalha com energia, não com elementos quânticos que podem ser quantificados”. Ora daqui podemos concluir – atenção físicos – que há uma coisa chamada química, que é um mistério e que há a física que estuda elementos quantificáveis. E é a física quântica que promove a homeopatia. Ainda tenho esperança de, um dia, poder tomar um frasco de extrato de bosão para a ciática.

 

No parágrafo seguinte a autora refere que “não é preciso ser especialista em saúde […] para perceber que o método convencional [de produtos de controlo de pragas] gera desequilíbrio” e que “os patógenos vão adquirindo resistência aos agrotóxicos”. Tudo isto gera uma sequência dramática em que “o solo fica mais pobres e diminui a sua produção [e] os trabalhadores ficam gravemente doentes com o manuseio desses produtos […] as águas são contaminadas, os seres que dependem dos produtos da terra recebem [o] veneno”. Eu acho que não é preciso ser especialista em saúde. É preciso, sim, não ser especialista em nada para ver o que é mencionado neste parágrafo. Podemos constatar que há muitos agricultores, com longas vidas a tratar de terrenos, gravemente doentes.

 

A terminar está a causa de técnica de cura de tudo o que mexe e que não mexe resultar: A homeopatia “é como técnica sustentável, economicamente viável e ecologicamente correcta, torna-se imprescindível ao equilíbrio do planeta e à saúde[...]”. Vender uma colher de farinha por um extrato caro é economicamente viàvel. É um homeoal que não faz bem nem faz mal. Quanto ao equilíbrio, espero que uma técnica tão viável para a ecologia não equilibre tento o meio embiente nem o nosso organismo. Não acharia piada a um ano sem muito calor para além da chatice que é ter todos os gradientes do nosso organismo equiliradinhos. Além disso não concordo que seja viável para cada um de nós como indivíduo um tratamento que equilibre. Já vimos o que custa a cada um equilibrar as contas de um Estado. Estou farto de medicamentos homeopatéticos que prometem equilibrar organismo, calhaus, águas, orçamentos e que são viáveis, mas que são caros.

 

Para terminar deixo o link do artigo: Aqui

O Lado Obscuro (mas Claro) dos OGM!

 

Quando se pensa em avanços científicos há um grupo de pessoas que pensa que não se deve manusear e alterar o precurso natural das coisas. E há os apologistas dos avanços como forma de dar à população meios e conforto.

 

Os que condenam o desenvolvimento científico fazem-no com a premissa de que isso é um risco para a natureza. Aqui vamos só considerar uma área científica - os OGM - embora haja inúmeros pontos de discórdia por toda a teia científica.

 

Os OGM são imprescindíveis e podemos vê-lo pela utilização da insulina humana, produzida por bactérias GM. No entanto há sempre dois lados em qualquer avanço. O dinamite é mau se for mal usado mas aqui refiro um organismo que só pode dar bons resultados não porque alguém quer mas vai mais além do querer. É preciso muito trabalho, preocupação e bioética para estes organismos serem viáveis.

 

Peter Raven é pró-OGM e escreveu, em 2005, que os "organismos trangenicos não causam nenhuma ameaça" e que "milhões de pessoas têm consumido alimentos (...) trangenicos e nenhum problema de saúde foi registado". Seis anos antes William Muir e Richard Howard argumentaram que "a introdução do (OGM) em populações naturais pode resultar em riscos ecológicos" porque "podem ter vantagem em alguns aspectos reprodutivos capazes de aumentar o seu sucesso na natureza". Os argumentos anti_OGM continuam com Jose Domingo quando afirma que “estudos sobre a segurança e a toxicidade dos alimentos trangénicos [são] feitos por companhias [e] não são submetidos ao julgamento da comunidade científica internacional”.

 

Responsabilidade Social

 

As consequências da libertação de produtos GM na Natureza podem não ser verificados de imediato. Poderão ser necessário decorrer tempo suficiente para que seja visível algum indício. Temos o exemplo da diaetes tipo II, que teve origem no antigo Egipto, teve a sua consequência na alteração dos hábitos alimentares. Contudo, apenas há pouco tempo se entendeu a relação entre a doença e os hábitos alimentares demonstrada. O amianto, outro exemplo, é uma fibra natural extraída de algumas rochas. Era utilizado no fabrico de tecidos, daí ser conhecido por “linho da montanha”. Há pouco tempo descobriu-se a sua toxicidade.


Efeitos Negativos

 

Jeffrey Smith apresentou no seu livro 6 casos de supostos efeitos negativos de OGM. 1- A alergia a soja, no Reino Unido, disparou com a entrada de soja GM; 2- Observou-se elevada mortalidade de ovelhas em lavouras de algodão GM; 3- Ratos alimentados com milho GM apresentaram problemas de saúde; 4- Galinhas alimentadas com milho GM duplicaram a taxa de mortalidade; 5- Suplemento alimentar GM, no Reino Unido, matou 100 pessoas e deixou 500 doentes; 6- aumentou a taxa de cancro em pessoas que beberam leite com hormona de crescimento bovino produzido com técnicas de transgenia. Parece que bate certo mas falta o crucial. Não há uma eviência de que estes pontos tenham sido provocados pelos OGM. Neste caso há quem argumente que a ausência da prova não é a prova da ausência. Mas também não haver prova definitiva pode significar que o culpado pode não ser o que se pensa. Nestes pontos estamos perante inferências por plausibiliddade em que a argumentação plausível não se limita à inferência de explicações.

 

O ser humano tem, desde que começou a cultivar, a seleccionar genes para melhorar as espécies quanto ao seu valor nutritivo. No entanto há diferença qualitativa entre “cruzar variedades diferentes e introduzir genes de uma espécie de outra distante filogeneticamente”. Os genes inseridos por transgenia poderão conferir uma reprodução diferencial positiva à espécie GM e promover uma disseminação rápida e descontrolada. Isso se, por descuido, forem libertadas.

 

Eliminação da Fome

 

Este é um argumento falacioso porque não é a falta de alimento que provoca a fome mas sim o problema da distribuição. No entanto podem fornecer uma melhor qualidade de alimentação com a melhoria do teor nutricional, diminuição na aplicação de agrotóxicos e cura de doenças.

 

Na Ásia estava a crescer o numero de casos de cegueira devido à falta de ingestão de beta-caroteno, que se deveu à destruição do ecossistema onde era endémica a planta batua, rica em beta-caroteno. Assim, começou a produzir-se arroz dourado, rico em beta-caroteno, para colmatar essa falta.

Para Peter Raven "os danos ambientais causados pelos sistemas de agricultura tradicionais, envolvendo a aplicação de grandes quantidades de produtos químicos são (...) bem maiores [do que os danos causados por plantações de OGMs]"